Objetivo

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Palavras Amigas

Tantas lágrimas derramadas em vão
Um desejo estranho de sofrer

Por que chora, menina?
Sim, eu sei, o mundo está coberto
cheio de mágoas, de desespero...
Não sabemos em quem confiar
Não temos para onde fugir
O amor está perdido no desespero
Enquanto muitos dão um sorriso confuso
Outros nem ao menos olham para nossos corações
Querem paz chamando de guerra
Querem amor chamando de "azarar"
Querem amizade chamando de explorar
Querem viver chamando de dinheiro...
Não chore mais, menina
Nossos olhos traduzem nosso coração
E um dia o amor irá vencer o desespero.
(Danillo Tani)
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Meus pés já não tocam mais o chão, eu já não tenho rumo e nem direção. Antes eu conhecia muito bem o caminho, agora eu já não sei mais nem para onde ir. Ao mesmo tempo que estou muito feliz pela realização de um sonho tão esperado (embora não esperado para agora), estou sendo consumida pela insegurança de um amanhã incerto. O que dizer quando não se tem mais palavras? O que fazer quando já se fez tudo o que deveria ser feito? O que pensar quando apenas pensamentos maus enchem a cabeça?
Sempre ouvi dizer que o silêncio, muitas vezes, é a melhor arma, vale mais que mil palavras, explica o que não se pode dizer em palavras, e eu acho que é o momento ideal para eu acreditar nisso...
Deus, eu preciso muito de força, fé e coragem.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Mea Culpa

"Tolo é aquele que já afundou vários navios e ainda continua culpando o mar".
Acabei de ler esta frase, e, além de achar interessantíssima, me identifiquei muito com ela. Chega de culpar a vida, o azar, os outros pelas coisas ruins ou desagradáveis que me acontecem. A única culpada por tudo isso sou eu mesma, através dos meus atos. Não importa se sejam atos conscientes ou inconscientes, eles afetarão na minha vida do mesmo jeito, por isso preciso prestar mais atenção aonde piso.
Lutando muito contra mim para me curar de uma doença que está me matando um pouco a cada dia, há muito tempo: amar demais.
Preciso aprender muita coisa ainda, pois agora preciso ensinar também...

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Uma pequena curiosidade

Pegue um papel e uma caneta, sente-se em um lugar bem tranqüilo e faça uma lista de todos os seus maiores medos, aquelas coisas que você jamais gostaria que acontecessem na sua vida.
Esqueça por um segundo todos os seus mecanismos de defesa e negação, recorra às suas lembranças e veja quantos desses maiores medos já deixaram de ser apenas um medo e se tornaram realidade no seu dia-a-dia.
A minha pergunta é muito simples, porém assustadora: por que justamente tudo o que mais tememos acontece em nossas vidas?

Acontece com todo mundo

Ontem, conversando com um amigo muito querido que acabou de terminar um namoro de quase dois anos, senti uma ponta de tristeza ao me lembrar que fato semelhante ocorrera comigo, há pouco mais de um ano. Assim como no seu relacionamento, no meu também aconteciam brigas de vez em quando, mas em momento algum eu poderia imaginar, assim como meu amigo, que essas briguinhas bobas de casal fossem terminar de maneira tão drástica – com um rompimento definitivo. Como ele, eu fui pega de surpresa, pois achava que estava tudo bem e que havia amor o suficiente para superar e suportar todas as adversidades. Mas não havia. Havia amor da minha parte, havia disposição da minha parte, mas não da parte do outro. E amor sozinho não vale de nada, não recupera nada, não sobrevive.
E olhando para ele, imaginando o que ele sente nesse momento de sua vida, me remeti ao meu próprio passado, à minha própria dor, aos meus próprios questionamentos e a uma velha pergunta, à qual nunca encontrei resposta: como pode o amor de uma pessoa acabar assim, da noite para o dia? E se o amor de um acabou, por que o do outro não pode acabar também, simultaneamente? Assim, ninguém sofreria. Assim, não haveria sentimento de rejeição e fracasso. Poderia ser simplesmente algo automático: ao mesmo tempo em que um deixa de amar, o outro também deixa, e os dois separam-se sem mágoas, sem medos, sem remorsos, sem lembranças e sem saudade. Porque o que fere a alma não é exatamente o fim de um relacionamento. O que fere a alma é o fim de um relacionamento quando você ainda está envolvido nele, quando você ainda ama a pessoa que está partindo e não faz a mínima idéia de como viverá sem aquela presença na sua vida.
O que fere a alma é não conseguir esquecer a pessoa que se ama, mesmo sabendo que ela já te esqueceu, que pode até já estar nos braços de outra pessoa. Se existisse um remédio para nos auxiliar a esquecer, tudo seria mais fácil. Mas o que mata é a lembrança diária, é a luta diária para vencer a dor e a saudade. Se essa guerra tivesse apenas uma batalha, tudo seria mais fácil para quem ficou com o coração cheio de amor. O que mata é não conseguir controlar o próprio pensamento e ficar imaginando 24 horas por dia o que a outra pessoa está fazendo, se está feliz, se está com outro(a), se está com saúde, se chegou bem em casa na noite passada. O que mata é saber que o sábado vai chegar e você não precisará se vestir para esperá-lo(a), pois a pessoa simplesmente não virá mais. Talvez nunca mais. O gosto do “nunca mais” para quem acreditou no “para sempre” é amargo, insuportável, horrível. Obviamente, não se pode prever o futuro, o mundo dá muitas voltas, mas quem, em estado de completo desespero, consegue manter a calma e pensar que amanhã tudo poderá ser melhor?
Nossa coragem às vezes é covarde, pois nos abandona no momento em que mais precisamos dela para suportar e sobreviver à tempestade. Dizem que a esperança é a última que morre, e sabe por que? Porque ela é a primeira que foge no momento em que a adversidade chega.
O que mais dói não são as palavras de adeus ditas tão depressa, mas o silêncio que fica depois delas. Porque só passamos a acreditar e enxergá-las como verdadeiras quando esperamos um telefonema de desculpas e ele nunca vem. É o silêncio tomando conta de tudo, calando sonhos e desejos, deixando seu rastro entre as fotos e lembranças do que um dia foi felicidade.
Mas tiram-nos os sonhos, tiram-nos o brilho dos olhos, tiram-nos os desejos, arrancam-nos violentamente o mundo que construímos com tanto cuidado, mas existe algo que nunca podem arrancar de nós: as lembranças, a crença de que fizemos a coisa certa o tempo todo, e de que a falha não foi nossa. Se foi o destino ou o acaso, não importa. O amor verdadeiro nunca falha.
E que venham novos amores, dessa vez reais, para curar nossas feridas...

...Tão simples e tão certo...


"Tudo é dor
E toda dor
Vem do desejo
De não sentirmos dor"

(Legião Urbana - Quando o sol bater na janela do teu quarto)

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sobre o Drama

Certo dia, li um texto maravilhoso no encarte de um CD que, muito mais tarde, fui descobrir que o autor era Luiz Gasparetto, após procurá-lo incansavelmente na internet para postá-lo no blog (e eu o postei, é só procurar).
Dentre outras coisas espetaculares presentes naquelas palavras, havia esta frase: “Cada drama é só o nosso modo de ver”. Há muitos anos eu penso no sentido dessa frase. Há muitos anos eu me faço perguntas que só hoje começo a conseguir responder, lentamente.
Sempre ouvi das pessoas que sou dramática, e, confesso, isso sempre me aborreceu muito. As pessoas são extremamente egoístas, principalmente quando se trata de analisar os problemas dos outros. Os seus problemas são sempre problemões, os dos outros classificam como drama – foi sempre assim que eu pensei a respeito disso, no auge da minha rebeldia, sem perceber que, talvez, eu agia exatamente dessa maneira, supervalorizando meus problemas e diminuindo os problemas alheios.
Hoje, um pouco mais madura e depois de algumas experiências de vida desagradáveis que me fizeram sair do alto da arrogância e analisar a minha própria vida, afinal, para as coisas estarem saindo tão erradas o tempo todo não era possível que o problema estivesse apenas nos outros – deveria estar em mim também, finalmente fui capaz de compreender a frase do poema lido e conhecido há tanto tempo.
Quando algo de muito ruim me acontece, não aceitando o fato, costumo olhar para a vida de outras pessoas e sentir inveja delas, pois vejo que estão felizes e vivendo de maneira “perfeita”, quase como um sonho, enquanto eu estou sempre passando por tempestades. Penso, ainda, que tantas pessoas que merecem muito menos do que eu são agraciadas, enquanto eu continuo sempre na mesma. Até que eu comecei a descobrir que, na verdade, não é que aquelas pessoas têm vidas perfeitas e eu não, o que me diferencia delas é a maneira de encarar os problemas. Todos nós temos um fardo para carregar em algum campo de nossa vida. Coisas ruins acontecem com as pessoas o tempo todo, a dor invade o peito delas e o sofrimento chega forte e determinado, mas o que as fazem diferentes das demais é a classificação que dão à situação: fato da vida ou drama.
Ao encarar os acontecimentos como fatos da vida, a pessoa não busca um culpado, não questiona Deus, não se sente injustiçado e nem se debulha em lágrimas doídas e monólogos intermináveis de lamentações. É claro que ela sente o acontecido, principalmente porque estava envolvida e acreditando que tudo ficaria bem, mas procura acreditar que tinha que ser daquele jeito, que foi melhor assim, entrega nas mãos de Deus, sacode a poeira e segue a vida, tentando encontrar saídas e reconstruir o que foi perdido, ou buscar novos horizontes, se necessário. Enfim, a pessoa se reconhece como importante, não se culpa por nada e nem se importa em culpar ninguém. Ela sabe que precisa seguir em frente e que se algo não deu certo é porque deve ser feito de uma outra maneira e que sempre há outra alternativa para tudo.
Entretanto, ao encarar os acontecimentos como dramas, a pessoa simplesmente é incapaz de aceitar o que aconteceu, sua auto-estima está visivelmente abalada e ela se sente responsável pelo ocorrido, além de injustiçada e mortalmente ferida. Ela fecha os olhos para o resto do mundo, e enxerga seu problema como se fosse o maior que existe, se acaba em lágrimas, sofrimento, comida, bebida, drogas, qualquer coisa que seja um vício (os dramáticos sempre têm um vício, que, nesse caso, atua como desculpa para cometer insanidades), acreditando que o problema nunca mais terá solução e que ela sofrerá para o resto da vida. Com medo de que aquela dor nunca se acabe, se agarra na primeira coisa que lhe aparece diante dos olhos e se pareça com uma solução, e acaba conseguindo mais problemas para a sua vida. O dramático chega a ser irracional, culpa Deus, os outros e até mesmo a si próprio, tentando desesperadamente encontrar explicação para algo que, muitas vezes, é inexplicável, pois não consegue conviver com a culpa que sente, mesmo não sendo responsável por nada. O dramático fica tão cego de desespero que transforma pequenos fatos da vida em enormes problemas, e sofrem de maneira absurda, chegando até a adoecer.
E assim eu descobri que sou realmente dramática. Além de todas as características, eu fico doente e obcecada quando algo de ruim acontece na minha vida porque aquele novo fato me obrigará a buscar mudanças, a respirar novos ares, e eu simplesmente tenho pavor de mudanças. Sinto-me perdida e sufocada só de me imaginar tendo que recomeçar tudo do zero, tendo que correr atrás de novas experiências e ficando sujeita a novas quedas e arranhões. Sou fã da estabilidade, não é à toa que fui buscar colocação na carreira pública. O novo me assusta, me apavora, me cega. O velho, embora nem sempre bom e estimulante, é mais seguro.
Eu me desespero por antecipação. Eu sofro por coisas que nem mesmo aconteceram ainda. Eu vivo ansiosa, apavorada, amedrontada. Eu não consigo perceber que o que tem que ser nosso, sempre volta para nós. Eu não deixo a vida seguir seu curso. Mas só hoje eu estou conseguindo enxergar isso, após começar a dar ouvidos aos outros de maneira menos crítica e mais aberta.
Quando a dor do amor me invade e eu acho que nunca mais vou deixar de sofrer, penso na minha avó, que foi casada com meu avô por 34 anos, traída por ele desde o princípio, sempre sabendo e fingindo que não sabia, era completamente apaixonada por ele, privou-se de muitas coisas por esse amor, privou seus filhos de muita cosia por esse amor, para já na velhice, quando tudo deveria ficar estável e tranqüilo, ser abandonada por ele, que foi viver com outra mulher. Minha avó sofreu muito, ficou três dias deitada sem falar com ninguém e sem comer nada, emagreceu e sofreu muito, até decidir que tudo seria entregue nas mãos de Deus, para que Ele fizesse o melhor. Nunca fez desta história um drama. Todos nós achávamos que ela não sobreviveria sem o meu avô, e ela sobreviveu. Meu avô morreu há uns 9 anos, em decorrência de complicações renais, e minha avó está viva, com 73 anos, com fé e força e sempre acreditando que as coisas simplesmente acontecem porque têm que acontecer, que nada é por acaso, tudo tem um propósito maior, que às vezes só Deus sabe qual. Hoje ela enxuga as minhas lágrimas e me pede para não sofrer, que Deus sabe o que faz. Ela é um exemplo de vida, de superação e de fé. Não foi fácil para ela suportar, mas ela suportou. E hoje me ensina a viver sem ter medo do amanhã, me libertando da insegurança e da incerteza, encarando as coisas como fatos da vida, não como dramas. É um longo caminho, que eu quero aprender a trilhar, pois no final dele há um encontro inesquecível com a felicidade, aquela felicidade que ninguém pode nos dar além de nós mesmos: a felicidade interior...
“Eu não quero mais correr, vou cuidar do meu jardim” – principalmente porque hoje meu jardim tem uma flor rara e bela, que precisa da minha atenção e cuidados máximos. E eu preciso estar pronta para cuidar desta flor, para que ela nunca murche como eu já murchei algumas vezes na minha vida. Preciso renascer muito mais vezes e aprender muitas coisas ainda para poder ensinar algo a alguém. E hoje eu estou disposta a isso, sempre e quantas vezes for necessário. Não quero mais viver dramas, quero apenas viver em paz.

Lei de Murphy?

Eu não acredito muito nessas coisas, não, mas me aconteceram dois fatos nos últimos dias que me fizeram pensar um pouco a respeito do assunto:
1º - Dentre as milhares de funções que executo na empresa em que trabalho, uma delas é cuidar do setor de Revistas (trabalho em uma Universidade, que tem 8 revistas acadêmicas). Todas essas revistas são impressas e também disponibilizadas pela internet. Pois bem, em um prazo de uma semana e meia, já recebi duas ligações de pessoas diferentes que querem uma mesma revista da área da saúde do ano de 2005. Acontece que não tenho mais exemplares impressos desta revista e, ao olhar no site, há todos os números disponíveis, menos o que elas querem. E eu me pergunto: por que elas têm que querer e precisar justamente do exemplar que não tem? E o pior: ninguém faz a mínima idéia do por que não tem. Só Deus sabe. E eu, que nem aqui trabalhava em 2005, tenho que correr atrás deste assunto...
2º - Outro dos maravilhosos setores de que cuido é da Solicitação de Auxílio Financeiro para Eventos Externos, ou seja, algum professor precisa viajar para algum congresso, convenção ou qualquer outro lugar que a Universidade julgue interessante, preenche um papel, anexa duzentas mil folhas que, com certeza, ninguém vai ler, mas se não estiverem lá serão cobradas e interromperão o processo que já é longo até demais (burocracia é uma beleza), encaminham para mim, eu registro no livro, passo para um professor que analisa, que passa para outro professor que aprova, que me devolve para que eu faça o memorando, que devolvo para o segundo professor que assina, que passa para o aval de outras três pessoas até chegar no seu destino final: o pagamento desta verba, que é feito por mais de um setor, por mais de uma pessoa e o qual raramente eu fico sabendo qual foi a resposta. O mais legal de tudo é que os professores ligam para mim para saber o resultado de seu pedido e eu quase nunca sei responder, pois, embora cuide dessa maravilha, quase nunca sou informada sobre as decisões finais. E mesmo não sendo comunicada das decisões finais, os abacaxis sobram sempre para mim... tanto professor bacana e compreensivo para ter problemas com sua passagem aérea de volta, e justamente o cara mais mala e arrogante, aquele que faz mais escândalo e pentelha a vida alheia é o que tem o problema. É ou não é a tal da Lei de Murphy, que se popularizou tanto que já virou até piada?
De tanto as pessoas falarem que esta teoria mudou radicalmente sua vida e sua maneira de pensar e agir, eu, que estou buscando tanto a cura espiritual e a mudança, li “A Lei da Atração Universal” e “O Segredo”, que, embora sejam livros diferentes, de autores e editoras diferentes, falam sobre o mesmo assunto, utilizando-se praticamente da mesma linha de pensamento e estruturação de texto: a força do pensamento. Estes autores dizem que temos uma arma poderosíssima conosco, capaz de nos trazer tudo o que desejamos, se bem utilizada, ou nos trazer as piores desgraças possíveis, se mal utilizada: a nossa mente. Diz, ainda, que tudo o que vivemos, fazemos, todas as experiências e pessoas que passam por nossas vidas são atraídas pela força do pensamento. Em resumo: se você tem bons pensamentos, atrai boas coisas. Se você tem maus pensamentos, atrai coisas ruins. É realmente muito legal acreditar que somos capazes de mudar toda a nossa vida para melhor sem mover um dedo, apenas pensando de maneira positiva 24 horas por dia, mas a questão que mais me intriga nisso tudo é a seguinte: por acaso eu estava pensando em alguma das coisas que aconteceu comigo? E como somos capazes de controlar nossos pensamentos? Não sei o que as outras pessoas acham a respeito disso, mas eu, particularmente, sou dominada pelos meus pensamentos, eu tento controlá-los, mas eles são muito mais fortes do que eu e simplesmente fluem, causando muitos sentimentos confusos em mim. É realmente muito curioso...
Mas, para não tornar este post tão sério, coloquei aqui algumas variações da Lei de Murphy que as pessoas criaram, baseadas no princípio dele. É engraçado e às vezes assustador, pois é assim mesmo que acontece, embora eu não queira pensar que seja. Vai que a nossa mente é tão poderosa assim como dizem esses livros! rs

- Se alguma coisa pode dar errado, dará. E mais, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo que cause o maior dano possível.

- Se há possibilidade de várias coisas darem errado, todas darão - ou a que causar mais prejuízo.

- Se você perceber que uma coisa pode dar errada de 4 maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada.

- Seja qual for o resultado, haverá sempre alguém para:
a) interpretá-lo mal.
b) falsificá-lo.
c) dizer que já o tinha previsto em seu último relatório.

- Quando um trabalho é mal feito, qualquer tentativa de melhorá-lo piora.

- Acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série.

- Toda vez que se menciona alguma coisa: se é bom, acaba; se é ruim, acontece.

- Você sempre encontra aquilo que não está procurando.

- Entre dois acontecimentos prováveis, sempre acontece um improvável.

- Por mais bem feito que seja o seu trabalho, o patrão sempre achará onde criticá-lo.

- Toda solução cria novos problemas.

- Dois monólogos não fazem um diálogo.

- Inteligência tem limite. Burrice não.

- Seis fases de um projeto:
1. Entusiasmo;
2. Desilusão;
3. Pânico;
4. Busca dos culpados;
5. Punição dos inocentes;
6. Glória aos não participantes.

- Assim que tiver esgotado todas as suas possibilidades e confessado seu fracasso, haverá uma solução simples e óbvia, claramente visível a qualquer outro idiota.

- Seja qual for o defeito do seu computador, ele vai desaparecer na frente de um técnico, retornando assim que ele se retirar.

- Oitenta por cento do exame final que você prestará, será baseado na única aula que você perdeu, baseada no único livro que você não leu.

- Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer, senão estudar a matéria dele.

- A informação mais necessária é sempre a menos disponível.

- Por que será que números errados nunca estão ocupados?

- Na guerra, o inimigo ataca em duas ocasiões: quando ele está preparado, e quando você não está.

- Tudo que começa bem, termina mal. Tudo que começa mal, termina pior.

- Amigos vêm e se vão, inimigos se acumulam.

- As crianças são incríveis. Em geral, elas repetem palavra por palavra aquilo que você não deveria ter dito.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Buscando a minha cura

"Você é o amor que procura. Você é a companhia que deseja. Você é seu próprio complemento, sua própria integridade. Você é seu melhor amigo, seu confidente. "Você é", como a poetisa Audre Lorde escreveu, "a pessoa por quem está procurando." Você é a única pessoa que pode fazer por você o que espera que outra pessoa faça. Se não se sentir bem com quem você é e com o que tem, como pode esperar receber coisa diferente? Se você não conhece a verdade a seu respeito, está com problemas! Vá para casa! Se não fizer isso, provavelmente o mundo lhe dará uma rasteira.
Quando você sabe alguma coisa, você a faz, você a vive. Quando não, você tenta entendê-la. A maioria de nós está tentando descobrir o que fazer para melhorar nossos relacionamentos, para fazê-los funcionar, porque passamos rapidamente do amar a mim para amar o outro. Amor-próprio significa gastar um tempo para sorrir, ouvir e abraçar-se carinhosamente. Se não passarmos algum tempo fazendo isso, aquilo que procuramos e esperamos conseguir nos relacionamentos continuará a escapar de nós. Essa experiência - a aceitação total, o reconhecimento honesto, o apoio confiante e o respeito a nós mesmos - é a única coisa de que precisamos para transformar qualquer relacionamento em um bom relacionamento. Quando temos este tipo de amor-próprio, estamos mais do que dispostos a fazer o trabalho, às vezes desagradável, mas indispensável para estabelecer, construir e manter um relacionamento. Sem ele, estamos destinados a nos perder no meio de um monte de confusões".
(Iyanla Vanzant - Trecho do Livro "Enquanto o amor não vem")

Aos meus pais


Ontem tive o privilégio de comemorar ao lado da minha família o aniversário de casamento de 33 anos dos meus pais. No mundo de hoje, onde o amor tornou-se algo descartável e fora de moda, é muito raro ver uma união tão duradoura. Temos desentendimentos, sim, mas somos uma família muito unida e feliz, com problemas, como todas as outras famílias, mas feliz.
Meus pais não são um casal perfeito de novela, às vezes eles brigam feio, às vezes um dorme no quarto e o outro na sala, já falaram várias vezes em separação, já se arrependeram de ter se casado por um instante, mas o que os mantêm juntos por todos esses anos é a magia do amor, única força capaz de fazer com que duas pessoas aprendam a conviver com as diferenças e construir um caminho em comum, em consonância.
A convivência familiar não é uma coisa fácil, os gênios e as atitudes de cada um são muito particulares e muitas vezes acabam batendo de frente, mas é o amor, e somente o amor, que nos faz querer estar juntos sempre, e nos momentos em que mais precisamos de um ombro amigo, é a família que está lá, pronta para nos acolher independente da falha cometida. A família está lá, pronta para segurar a barra, para enxugar as lágrimas, para trazer de volta o brilho do olhar e dar o carinho que tanto se precisa. Esta é a minha família. Este é o fruto de uma união de 33 anos, da junção dos sonhos e projetos de um homem e uma mulher.
Esta união rendeu três filhos completamente diferentes um do outro, uma neta que mais parece filha e um(a) netinho(a) que está vindo por aí daqui há pouco, para trazer mais alegria, somar mais energias positivas e aumentar a geração.
Só tenho a agradecer aos meus pais pela base que me foi dada, pela estrutura familiar que tenho, pela idéia de família que foi concebida por intermédio deles e pelo apoio que eles sempre me deram e sempre me darão, em todos os momentos da minha vida. Sei que não sou um exemplo de filha, tenho minhas rebeldias e meus problemas, mas muito mais forte e intenso do que isso é o amor recíproco que nos une. Tenho uma inveja boa dessa união e é este o ideal de amor que busco: um amor intenso, longo, que dê muitos frutos e que envelheça lado a lado, com a certeza de que, pesando as coisas boas e as ruins, as boas continuam fazendo tudo ter valido a pena.
Não sei se vou conseguir ter um casamento tão duradouro, mas espero que, pelo menos, eu possa criar os filhos que Deus me der com todo esse amor, carinho e dedicação.
Que estes 33 anos virem 40, 50, 60 e quantos mais Deus permitir. Amo vocês. Obrigada por existirem em minha vida e por me ensinarem a cada dia o valor de uma família.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Sobre o amor

(Cristiana Guerra - texto retirado do blog parafrancisco.blogspot.com)

Quando nasce um amor novo, é difícil resistir à tentação de alimentá-lo só com a presença. Mas é preciso deixar o amor respirar. Se você colocar uma flor bem bonita dentro de uma redoma, com medo que o vento e o tempo levem sua beleza, manterá por muito pouco tempo o que dela é bonito.
O que eu aprendi sobre o amor, filho, é que ele é feito de faltas e presenças. E que nenhuma das duas pode faltar.
Aprendi que o amor é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções. E ainda assim fazer a mesma livre escolha.
Dessas pequenas vitórias se faz a alegria de amar e ser amado. Descobrir no olhar do outro que você foi escolhido de novo. E de novo, mais uma vez.
Também aprendi que o amor interrompido em seu auge permanece bonito para sempre. O que pode ser muito doído ou pode ser um presente. Depende de como a gente quer guardar. Depende de como a gente quer seguir.
O amor é feito de falta, filho. Mas aí mora um perigo: adorar mais a falta que o próprio amor. Posso cometer esse erro diante de quem amo ou diante da própria falta. E aí quem passa a faltar sou eu mesma.
O amor é feito de falta, mas não sobrevive sem a presença. O amor é feito de hoje.
Por isso, ao ver a ida do seu pai, meu coração deu um nó. Como continuar minha caminhada, como não olhar para trás, se vinha de lá a nova presença, o novo amor?
Você é feito do amor de ontem, cresce amor de hoje e vai ser amor de amanhã. Você me trouxe a alegria de continuar amando o seu pai. Aquele que conheci, com quem vivi cada hoje com intensidade e delicadeza. Aquele por quem lutei, com quem briguei. Aquele que me transformou e que se deixou transformar por meu amor. Você e ele, juntos, me trouxeram o milagre de continuar amando a mim mesma. A falta do seu pai doeu ontem e dói ainda hoje. Mas não é a mesma dor. Com esse amor, tento transformar a dor de hoje em uma dor diferente amanhã. O que aprendi sobre o amor é que ele deve estar sempre distraído. Mas quando falta o objeto do amor é o contrário: melhor não se distrair nunca.
O que aprendi sobre o amor - e isso aprendi sobre o amor a mim mesma - é que ele exige de mim, todos os dias, um esforço. Um exercício diário do qual não posso abrir mão. É como estar num mar profundo, sem barco ou bóia. Não posso simplesmente boiar. Posso relaxar um pouco, mas logo retomo o nado. Não posso boiar, não posso, não posso. A onda pode me levar.
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Poderia dizer muitas coisas sobre este texto, mas acho que não há a mínima necessidade. A autora dele é extremamente sábia com as palavras, e com a sua própria história de vida descreve muitas vidas que têm vivido por aí sem saber se descrever. Descobri este blog em um momento muito oportuno da minha vida, esta mulher é um exemplo de força, garra e coragem, perdeu o namorado, pai de seu filho, a dois meses do nascimento do bebê e foi obrigada a lidar com a dor da morte do homem que ama e com a alegria de receber o filho que foi concebido junto com ele, com muito amor e com a certeza de uma felicidade juntos que, infelizmente, não veio. A sua força, a sua serenidade e o seu amor pela vida são exemplos que devem ser seguidos por todos nós. Reclamamos tanto da vida e achamos nossos problemas tão grandes, para de repente deparar-se com problemas ainda maiores que os nossos e ver que somos premiados pela vida, às vezes sem sequer perceber.
Nota-se que ela viveu um amor muito intenso com o pai de seu bebê e, eu não encontrei outra descrição de amor tão verdadeira como esta que ela escreveu e que eu estou postando aqui no blog. O que mais me doeu foi perceber que eu não sou a escolhida do meu amor entre as tantas outras coisas que existem...
Eu sinto a mesma solidão desta mãe e mulher, embora as circunstâncias sejam diferentes...

Banalidades do mundo moderno

A ociosidade às vezes nos faz refletir sobre cada assunto idiota... o que mais me entristece em tudo isso é que, é idiota, mas é real...
Ontem me faltou coragem para ir à faculdade, então, terminado meu longo expediente (o dia ontem não queria passar de jeito nenhum!) fui direto para a minha casa, sonhando com um banho bem quentinho, meu pijama de ursinho e minha cama bem aconchegante.
Acontece que não foi possível realizar meus planos tão cedo, uma vez que quando temos família somos constantemente cobrados no quesito dar atenção a eles. Pois foi exatamente o que me aconteceu ontem: tive que fazer sala para um tio e sua namorada que estão lá em casa e que vão embora amanhã bem cedinho.
O mais legal de tudo é que não havia nenhum assunto a ser conversado entre nós, mas a obrigação de ser educado e simpático me fez permanecer ali, em frente à televisão e com eles, mais assistindo televisão do que efetivamente conversando sobre algum assunto interessante.
O programa que estava passando era um daqueles da linha “super educativo”, ou seja, tudo o que você não deve fazer se quiser não ser uma pessoa ridícula e/ou bizarra e/ou exibicionista. Acho que nem preciso colocar o nome do programa aqui, pois a maioria das pessoas já imagina qual seja. Particularmente, assisto a este programa quando estou triste ou depressiva, pois vejo um monte de absurdos que me fazem rir e me sentir um ser humano adorável, maravilhoso e muito digno. O programa de ontem, uma reprise, levava ao palco uma fulana com sobrenome “artístico” de chocolate que colocou 3,5 litros de hidrogel (alguma coisa parecida com silicone – usada em casos que a pessoa quer ter mais que seios fartos, quer se transformar em uma anomalia!) em cada seio e estava exibindo aqueles peitões enormes e desproporcionais como se fossem a coisa mais linda e normal do mundo, além de dizer aos quatro ventos que pretende chegar aos 9 litros em cada seio. Como se não bastasse, estava listando os dois milhões e meio de plásticas que já realizou (lipoaspiração, abdominoplastia, silicone na bunda, botox não sei aonde, e blá blá blá...), tudo na busca do corpo perfeito. De tudo o que esta pessoa (se é que um ser desse pode ser chamado de pessoa) disse em quase duas horas de programa, acho que não dá para aproveitar uma palavra sequer.
Para completar o circo, ainda havia mais duas mulheres no palco para fazer perguntas à peituda, uma é dona de mais de dois milhões de plásticas também (gosta tanto de plásticas que só se casa com cirurgiões rs) e a outra é uma dessas famosas mulheres-fruta com um traseiro do tamanho de uma scania que fica chacoalhando aquela aberração o tempo inteiro, como se fosse a única parte do corpo dela que existisse e tivesse importância (considerando que ela não tem nada no cérebro... é, deve ser a única parte dela que é aproveitável mesmo). A discussão girava em torno de quem era mais gostosa, de quem tinha as maiores medidas, enfim, um monte de banalidades que hoje são o assunto em pauta, a moda do momento. Mais uma vez, nada de aproveitável.
Assistindo àquilo tudo e rindo muito, por um momento parei para refletir e a diversão deu lugar a uma profunda tristeza por sentir o quanto o mundo e muitas pessoas que nele vivem são tão fúteis, que hoje tudo o que importa são as medidas do corpo e se a barriga é zero por cento de gordura. Então, pensei em mim, pensei no quanto a ditadura da beleza já me machucou e em todos os traumas que eu carrego por tentarem me convencer de que ser magra e bonita é tudo o que importa na vida, que as pessoas que estão fora deste padrão não merecem ser felizes e estão à margem da sociedade. Pensei também que, em plena era das mulheres bonecas-infláveis, para que perder meu tempo, minha energia e meus neurônios na faculdade estudando para ser alguém na vida, para ser intelectualmente melhor, se a inteligência não é atributo valorizado atualmente? É melhor parar com todo esse banho de cultura e me inscrever urgentemente em uma academia, além de já começar a pagar as prestações das próteses de silicone e das lipoaspirações. Eu não gostaria de ser uma mulher-objeto, mas cansa e irrita ver que apenas estas mulheres têm valor e reconhecimento no mundo. Eu estou de saco cheio dessas mulheres-fruta, de ver bunda e peito na televisão, de discursos ignorantes sobre a importância da beleza, de revistas de dieta e de todas essas palhaçadas alienantes. Antes estar fora dos padrões mundiais de beleza do que ser anencéfalo, porque a beleza a gravidade um dia, inevitavelmente, destrói, agora o cérebro, se bem usado, te acompanha por toda a velhice. O sexo, um dia, deixa de ser tão intenso e freqüente, agora a conversa, se interessante, mantém uma pessoa ao seu lado pelo resto da vida.
Que amor você está buscando? O amor a imagem ou o amor de almas?

Reflexão sobre a auto-estima

Dia desses, lendo alguns jornais desta semana que passou (ler jornal faz parte da minha função na empresa em que trabalho, acreditem!), deparei-me com uma notícia que me fez parar por um instante e refletir: um paraplégico invadiu a faculdade em que estudava armado, procurou pela professora que lecionava alemão para ele, trancou-se em uma sala com ela e, com a arma apontada para ela, perguntou se ela sabia o que significava desprezo. Em seguida, deu dois tiros em sua direção (mas não para acertá-la e, de fato, não acertou mesmo), até que, por fim, apontou a arma para a própria cabeça e atirou. A pobre coitada da professora fisicamente nada sofreu, mas o estado de choque em que se encontra mostra que terá algo ruim para se lembrar pelo resto da vida. O homem faleceu no hospital depois de dois dias em estado grave na UTI.
Tudo o que se sabe desta história e do por que deste homem ter cometido tamanha loucura é que ele nutria uma paixão pela professora quando ainda estudava na faculdade e já tinha demonstrado para ela várias vezes seu sentimento que, para azar dele, não era correspondido. O rapaz, então, enlouquecido e revoltado com o que ele considerou desprezo, levou seu amor louco até as últimas conseqüências.
O que mais me chamou a atenção nesta história foi a pergunta que ele fez a ela antes de se matar: “você sabe o que significa desprezo?”
Quem nunca se sentiu desprezado? Quem nunca se apaixonou por alguém que não foi capaz de corresponder aos seus sentimentos? Esta é uma situação comum, que acontece ou já aconteceu um dia com todas as pessoas, mas não é normal para alguém que sente-se diferente do resto do mundo.
O que talvez ele tenha chamado de desprezo, é apenas a falta de interesse da professora em ter um relacionamento amoroso com ele. Gostar de alguém que não gosta de nós é muito doloroso, mas é um fato da vida que não pode ser evitado. Os corações não são iguais, não batem na mesma sintonia e acaba nisso: amor desencontrado Mas para este homem, o problema não era a professora não se interessar por ele, o problema era a professora não se interessar por ele porque era paraplégico.
Pessoas que se sentem à margem do mundo, por qualquer motivo que seja, não conseguem enxergar mais nada em sua frente além de seu “defeito” (que pode ser desde um excesso de peso até uma deficiência), e tudo o que lhes acontece de ruim usam este “defeito” como motivo para o que ocorreu. Estas pessoas sentem-se constantemente injustiçadas e, principalmente, vítimas de preconceito. Acham que as pessoas a olham de maneira diferente na rua, que debocham dela, normalmente estas pessoas têm mania de perseguição.
O que elas são incapazes de perceber é que o preconceito que, muitas vezes, acreditam vir dos outros, está, na verdade, enraizado dentro de si mesmas, e acabam transferindo para os outros a imagem que têm de si.
Dizem que somos aquilo em que acreditamos ser, e essa é uma verdade incontestável. Se nos valorizamos, temos uma boa auto-estima e estamos bem com nossa auto-imagem, automaticamente as pessoas nos valorizarão, respeitarão e terão uma boa imagem de nós. Porém, se estamos ressentidos, com a alma destruída e com a auto-estima lá embaixo, com certeza as pessoas nos verão como fracassados, dignos de pena, sem moral e agirão dessa maneira conosco. O desprezo nada mais é a nossa maneira de enxergar a atitude de outrem. E só somos desprezados se nos permitirmos ser, pois a auto-estima nos impede de deixar que outras pessoas façam de nós o que bem entenderem.
Antes de apontar uma arma para a sua cabeça e decidir que a hora de abandonar este mundo cão chegou, pense que ninguém alem de você mesmo é responsável por sua própria felicidade. Se você não é feliz consigo mesmo, por dentro, dificilmente conseguirá encontrar essa felicidade do lado de fora, nas outras pessoas. É muito difícil compreender isso, pois a grande maioria de nós cresceu acreditando que a vida só seria completa ao lado de um grande amor, que viria para acabar com todos os males e trazer a felicidade em uma bandeja. Eu cresci acreditando nisso. Milhares de pessoas cresceram acreditando nisso. E quando nos deparamos com a realidade de que ninguém é capaz de nos fazer feliz além de nós mesmos, ficamos em estado de choque, revoltados por ter sido enganados por tanto tempo e descrentes em nossa própria capacidade de encontrar a felicidade interior. Então é mais fácil culpar os outros pela nossa infelicidade do que assumir a nossa responsabilidade de trazer cor aos nossos dias, de desenhar um sol todas as manhãs em nossa vida.
Eu estou tentando. Não é fácil, é um exercício diário de auto-superação e recuperação da auto-estima, mas não é impossível. Saber que as pessoas são complementos em nossa vida, jamais a nossa vida, é o primeiro e mais importante passo para o encontro com a felicidade mais gostosa e realizadora desse mundo: a felicidade interior.
Ame-se como você é, e verá que as pessoas que realmente te amam também te amarão sem exigir nenhuma mudança!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Descobertas

Tenho pensado muito sobre a vida nos últimos dias, e algo que quase pode ser chamado de mágica me aconteceu em um momento muito oportuno. Passei um fim de semana muito ruim, triste, deprimida, sentindo-me completamente vazia por dentro e esquecida. Comecei a me questionar sobre o amor e senti uma raiva muito grande por amar tanto e não ser correspondida da maneira que eu acredito que mereça. Chorei muito de raiva, de frustração, de medo, assustada com a vaga idéia de ficar sozinha e ter que assumir todas as responsabilidades sem ajuda nenhuma, além do desespero só de imaginar perder a pessoa que eu tanto amo.
Minha mãe ficou muito triste por me ver daquele jeito, pediu para que eu não agisse dessa maneira, porque não é um comportamento que faz bem a nada e nem a ninguém, que eu preciso me sentir feliz para irradiar essa felicidade a quem também precisa dela neste momento. Pediu, ainda, que ao invés de chorar, eu orasse a Deus e entregasse tudo em Suas mãos. Tomada pela raiva e pelo desespero, eu disse a ela que para mim era inútil orar, porque Deus não me ouvia. Arrependi-me depois de ter dito isso, ao me lembrar que a fé é o principal combustível do ser humano, que sem ela somos incapazes de suportar as dores e injustiças da vida, e que quando não há mais nada de concreto em que acreditar, é nela que nos apegamos para conseguir continuar trilhando o caminho. Então à noite, antes de dormir, eu conversei com Deus. Foi uma conversa franca, sincera, do fundo do meu coração. Mas não pedi amor e nem para que Ele me trouxesse isto ou aquilo. Agradeci pelas boas coisas que eu já tenho, e que não são poucas, o grande problema é que nunca achamos que temos o suficiente, estamos sempre querendo mais, sempre esperando mais, e pedi apenas força e serenidade para suportar qualquer adversidade que possa surgir em meu caminho, afinal, da maneira como as coisas andam, eu posso e devo esperar notícias boas e ruins, e precisarei de muito equilíbrio para conviver com elas sem me deixar abater ou desanimar. Fui dormir ainda muito triste, mas, inexplicavelmente, acordei no outro dia, uma segunda-feira com uma serenidade e um ânimo que dificilmente eu sinto em qualquer dia, principalmente no primeiro da semana. Senti-me calma, viva, tranqüila, como se algo bom me esperasse no caminho.
No decorrer do dia, navegando pela internet, inexplicavelmente encontrei um blog que uma mãe está fazendo a seu filho pequeno, para que ele saiba um pouco sobre seu pai, que faleceu quando ela estava grávida de sete meses. E não é um blog qualquer, escrito de qualquer jeito, dá para ver sentimento naquelas palavras, o sentimento de uma mulher que amava seu marido, sofreu a sua perda e, por amar ao filho, quer que ele saiba quem foi seu pai. E o que mais me surpreendeu foi a força desta mulher, que perdeu para sempre o grande amor de sua vida, mas ainda assim fala em felicidade, em não desistir, em guardar apenas os momentos bons, em sentir este amor eternizado e refletido em seu filho, e continua levando sua vida adiante, porque é forte, porque tem amor-próprio, porque sabe que é a pessoa mais importante para o seu filho, porque sabe que a vida é um presente de Deus que jamais deve ser ignorado, enfim, porque sabe que a força é necessária.
E então, uma mistura de sentimentos invadiu e confundiu o meu ser. Primeiro, eu senti pena dela e do bebê, dela por ter perdido o homem que ama para sempre, por nunca mais poder vê-lo, e do bebê, por não ter a oportunidade de conhecer seu pai e viver com ele momentos mágicos de alegria e sonhos. E não pude deixar de pensar em mim, de ver que, embora o amor da minha vida não seja da maneira que eu gostaria que ele fosse, ele está vivo, eu posso vê-lo, senti-lo, tocá-lo, e mesmo que algum dia não estejamos mais juntos, pelo menos eu sei que ele está lá, está bem, e isso para uma pessoa que ama de verdade já é o bastante para deixá-la feliz. Em seguida, senti inveja desse amor intenso que ela viveu ao lado deste homem, e vi que talvez eu nunca tenha vivido algo parecido, pois, por mais que eu ame, só eu amo desta maneira intensa, não é recíproco. Mas, ao mesmo tempo, eu percebi que um amor para ser verdadeiro e real não precisa ser necessariamente recíproco. Eu amo, e isso já basta, isso já é o suficiente para fazer com que este amor ecoe pela eternidade e tenha a sua importância. E é desse amor, recíproco ou não, que surgem tantas coisas maravilhosas na minha vida... depois, senti alegria em saber que o meu amor está vivo, mesmo sendo indiferente, mesmo sendo frio, mesmo não se importando muito comigo ele está lá e eu posso vê-lo a qualquer momento que eu desejar, e muita coisa pode mudar daqui para frente, com as novidades que vem por aí... por fim, eu me senti importante, percebi que a felicidade de cada um de nós independe do outro, que a pessoa que amamos entra em nossa vida para acrescentar, nunca para subtrair ou iniciar a conta, que a felicidade já tem que existir dentro de mim antes de qualquer pessoa ou coisa surgir na minha vida. Eu me senti importante, mas não para o mundo, que é o desejo de todos, eu me senti importante para mim, para a minha vida, para Deus, e, com certeza, importante na vida de outras pessoas que convivem comigo.
Importante porque eu quero, preciso e devo ser importante. Importante porque todas as pessoas são importantes, independente de seu tipo físico, cor, classe social ou qualquer característica que tenha. Importante porque a importância não está no que fazemos ou no que aparentamos, a importância está na nossa essência, no que somos. Importante ao ponto de saber que eu preciso me valorizar, me amar e me respeitar, caso contrário ninguém o fará por mim. Importante porque agora eu vou saber realmente o que é amar incondicionalmente alguém que me amará também. Importante porque agora existe uma vida que depende da minha vida para existir...

...Sou responsável pela minha felicidade...


"Muitas mulheres cometem o erro de procurar um homem para um relacionamento sem primeiramente desenvolver um relacionamento consigo mesmas; elas passam de homem para homem, procurando o que está faltando dentro delas. A procura deve iniciar-se em casa, dentro do eu. Ninguém poderá nos amar o suficiente para nos satisfazer se não nos amarmos, pois, quando em nosso vazio procuramos por amor, apenas encontramos mais vazio. O que manifestamos em nossa vida é o reflexo do que está bem dentro de nós: nossa crença em nosso próprio valor, em nosso direito à felicidade, no que merecemos na vida. Quando aquelas crenças se modificam, nossa vida também modifica-se".


(Trecho do Livro "Mulheres que amam demais", de Robin Norwood)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Só por Hoje

Só por hoje eu não quero ter pena de ninguém e nem estender a mão para ajudar
Quero apenas que alguém me estenda a mão e diga que vai ficar tudo bem
Só por hoje eu não quero abraçar e nem beijar ninguém
Quero apenas que alguém me abrace e me proteja da escuridão
Só por hoje eu não quero deixar a ansiedade me dominar
Quero apenas entregar tudo nas mãos de Deus e deixar que Ele conduza a situação da melhor maneira possível
Só por hoje eu não quero chorar e nem sofrer por antecipação
Quero apenas saber esperar e crer que dias melhores virão
Só por hoje eu não quero mais pensar no futuro
Quero apenas viver o hoje intensamente
Só por hoje eu não quero amar incondicionalmente ninguém que não mereça
Quero apenas amar a mim e olhar para as minhas necessidades
Só por hoje eu não quero escrever versos de amor a você
Quero apenas pensar em mim, no que eu quero agora
Só por hoje eu não quero mais te ver
Quero apenas me poupar do olhar frio e distante que você sempre tem a me dar
Só por hoje eu não quero chorar nem de alegria e nem de tristeza
Quero apenas ficar neste momento de espera, sem expectativas
Só por hoje não quero me importar se é manhã ou noite
Quero apenas orar a Deus e agradecer por estar viva
Só por hoje eu quero me esquecer da dor que corrói o meu coração
E deixar que a felicidade me invada e ilumine a minha vida...
Só por hoje...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

...Nunca passa...

Meus olhos ainda enchem de lágrimas quando eu me lembro de toda a nossa história de amor, desde as partes mais felizes, quando tudo começou, até as partes mais tristes, quando tudo terminou e eu fui obrigada a ver os meus sonhos sendo atirados pela janela da desilusão. Acontece que não importa quanto tempo passe ou o que aconteça, o meu sentimento por você jamais termina ou sequer enfraquece. Eu tento esquecer, e não consigo. Eu tento mudar o rumo da minha vida, mas a sua imagem não sai nunca da minha memória. Não consigo amar a outra pessoa, sequer consigo gostar um pouco que seja dela, pois tudo em meu ser está impregnado de você.
Eu ainda sinto o seu cheiro nos meus lençóis, mesmo sabendo que há muito tempo eles já foram lavados, mas a questão é que depois de você nunca mais nenhum outro alguém rolou neles, o que faz a sua presença ainda mais viva em mim.
Os fins de tarde são sempre tristes, pois inevitavelmente eu me lembro do seu sorriso, que era a luz da minha vida, que era o que me fazia acordar e deitar todos os dias com a certeza de que valia a pena estar viva. Eu sinto falta até mesmo do seu mau humor ao telefone, e da dificuldade que era para que eu recebesse uma ligação sua apenas para perguntar como foi o meu dia, mas no fundo eu sempre soube que não era por mal que você fazia isso, embora eu ficasse muito chateada.
Eu sinto falta das palavras que não se faziam necessárias, pois nos reconhecíamos apenas pelo olhar, e cada instante juntos, mesmo que em silêncio, era para mim como uma grande sinfonia, uma música que só tocava no meu coração quando você estava ao meu lado. Eu sinto falta de uma espera ansiosa e insuportável, pois hoje eu descobri que mais insuportável do que esperar por algo, é simplesmente não ter pelo que esperar...
Eu já tentei de tudo, mas não sei como se faz para te esquecer. Cada passo meu em falso pelo mundo afora apenas me mostra que não há caminho para quem só sabe seguir por uma direção, que a vida não perdoa àqueles que colocam sentimento demais em seus relacionamentos e que o destino às vezes pode ser muito mais cruel do que podemos imaginar. Por que tirar de mim o único sonho que eu fui capaz de sonhar? Por que me impedir de viver o maior amor que já senti na minha vida?
O dia já amanheceu há muito tempo, e dizem que o tempo cura tudo, mas eu tenho as minhas dúvidas. Tanto tempo já se passou, e nada mudou dentro do meu coração. Ainda te amo como se existisse apenas você no mundo...

Cansada de falar sem ser ouvida

Sinceramente, eu não consigo compreender como uma pessoa pode amar tanto outra que não se importa nem um pouco com ela. O que é isso, afinal? Eu não creio mais que isso seja amor, deixar-se ser humilhado e esquecido não tem nada a ver com amor, pois dizem que o amor verdadeiro começa com aquele amor que sentimos por nós mesmo, o tal do amor próprio. E eu continuo a me perguntar: que porcaria de amor-próprio é esse? Onde o encontramos? Eu não agüento mais dar as minhas palavras ao vento, falar sozinha e fingir que o outro está me ouvindo, tentar chamar a atenção de alguém que mais parece estar perdido na vida. Sabe, eu cheguei à conclusão de que eu não mereço isso! Já cheguei a pensar que é tudo culpa minha, que cada um tem o que merece e que eu tenho que aceitar o meu destino resignadamente, mas não é possível que uma pessoa que nunca fez mal a ninguém mereça sofrer tanto! Estou desiludida com a vida e com o amor. Não era nada disso que eu imaginava quando era criança, eu só conseguia ver duas pessoas que se amavam ficarem juntas, caminhar de mãos dadas, dar beijos e trocar juras de amor, depois noivarem, casarem-se e terem uma casa linda e feliz, com filhos alegres e saudáveis correndo pelo quintal. Por que isso não pode ser a minha realidade? Por que a vida tem que ser tão difícil? Quanto tempo mais eu vou ter que esperar para ser feliz ou quanta fé mais eu vou ter que gastar acreditando em algo que nunca chega? É muito fácil falar de uma vida quando não se está dentro dela, só Deus sabe o que se passa no meu coração neste momento. Só Deus sabe dos meus sentimentos, só Ele sabe das noites sonhando com uma única pessoa, de meses inteiros, todos os dias, toda hora, desejando a presença de alguém especial que se ama. É lamentável que eu ame sozinha e que vá ter que arcar com todas as responsabilidades desse amor igualmente sozinha...
Vida injusta.

Despedida

(Rubem Braga)
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.

(Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83. )
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Gostaria de ter lido este texto há, pelo menos, um ano atrás. Quem sabe assim eu não teria encarado a minha dor da despedida de uma maneira mais leve?

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Inabalável

Crer no invisível
Achar que o impossível pode se tornar possível
Transformar o inviável em viável
Sonhar acreditando que o sonho se tornará realidade
Acreditar cegamente que mesmo entre milhares de desgraças existentes no mundo
O seu drama vai virar romance ou comédia
Que todos os problemas se dissolverão e tudo ficará lindo
Que não importa por quantas tempestades esteja passando agora
Logo, logo o dia há de amanhecer
Sorrir mesmo desejando chorar
Pois o sorriso faz parte da crença em um amanhã melhor
Ficar indiferente à dor e ao sofrimento
E continuar sonhando com uma manhã ensolarada
E mesmo que esta manhã nunca chegue
E você sabe que ela nunca chegará
Eu te pergunto
Como é a vida de alguém sem a fé e a esperança?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

...Para alguém que não vai ler...

As palavras que eu tanto quero te dizer vou guardar no meu coração, pois já estou farta de falar e nunca ser ouvida, de você simplesmente ignorar os meus sentimentos por você. Vou deixar que o silêncio fale por nós dois, talvez um dia você sinta falta da minha voz nos seus ouvidos dizendo-lhe palavras de um amor sincero e eterno, e até me peça para repeti-las novamente, o que farei com muito gosto e alegria, pois elas estão aqui, na ponta da minha língua e no arquivo do meu coração.
Eu gostaria muito de te convencer que você está errado em sua visão com relação ao mundo e aos sentimentos e que amor verdadeiro existe, sim, mas não vou fazê-lo, pois nada te convence e muito menos te comove. Você é assim, sempre foi assim e eu sempre soube quem você era, mas te quis mesmo assim, então a culpa é minha por hoje ter que calar o que o meu coração tanto quer dizer. Eu te quis e te quero mesmo assim porque eu te amo, por mais que eu tenha me esforçado eu nunca te esqueci, desde o dia em que te conheci não houve mais espaço no meu coração para ninguém, e nada do que aconteceu foi capaz de destruir este amor que se instalou no meu coração e tomou conta da minha vida.
Escrevo aqui na esperança de que talvez você leia e mesmo que não me conte nada, reflita sobre estas palavras. Às vezes eu tenho a impressão de que nada te faz parar e pensar, que para você tanto faz em que direção o vento sopra e eu vivo nessa eterna montanha-russa, esperando o dia em que você vai mudar de idéia de novo e toda a tragédia vai se repetir. O problema é que agora a tragédia será ainda maior, eu estou muito envolvida e não sei mais como sair desse labirinto. Meu coração está triste e apertado neste momento, esperando por uma palavra sua para sentir-se feliz novamente. A questão é que eu nunca sei o que esperar de você, normalmente é aquele silêncio enorme ou alguma frase ríspida que sirva como um balde de água fria em tudo o que eu sempre quis, sonhei e planejei para nós dois.
As coisas não são tão difíceis assim, é você que as complica. Você sempre foi inacessível para mim e eu sempre fui insistente, eu quis e fui até o fim com essa loucura de te amar. Cheguei no meu ponto máximo, não há mais para onde ir. Eu procuro uma saída, mas nunca a encontrei. Eu procuro por um brilho diferente nos seus olhos, que eu também nunca encontrei. Eu quis e quero muito te amar, mas acho que você nunca quis e nem nunca vai querer. Às vezes sinto pena de mim mesma por te amar tanto assim, mesmo sabendo que você talvez nunca será capaz de me amar, não porque você não queira amar, mas talvez porque não saiba ao certo o que isso significa.
Você é simplesmente tudo para mim, e meus dias se arrastam longe do seu sorriso ou sem sequer poder ouvir a sua voz, que você tanto me nega ao não me telefonar nem para saber se eu estou bem ou como foi meu dia. Eu quero o seu amor, e você nega. Eu quero o seu carinho, e você nega. Eu quero uma simples palavra ou gesto para aliviar o meu coração, e você nega. Eu dou minhas palavras para o papel, e converto todo o amor que eu quero te dar e você recusa em lágrimas de dor e sofrimento e em eternas perguntas de por que não pode haver um mundo de nós dois. Eu não estou te pedindo para abdicar da sua vida, apenas estou pedindo um espacinho para mim nela. Eu não quero mudar o seu mundo, apenas quero complementá-lo, fazer o que talvez já seja bom ficar ainda melhor. E não existe mágica para isso, porque o amor não é um feitiço, o amor é um fato, ele existe e pode fazer parte da vida de qualquer pessoa que o deixe entrar. É só isso que eu te peço: deixe o amor entrar na sua vida, inundar seu coração e te fazer sentir-se feliz. Nem todo amor machuca, e nem todas as pessoas que se aproximam de você querem te fazer mal. Eu nunca quis te fazer mal. Por todos estes anos, eu só quis e trabalhei pelo melhor para você, pelo que te faça feliz. Talvez nem sempre eu tenha acertado, mas eu me esforcei muito, e acho que isso já vale de alguma coisa.
Eu ainda me pergunto: até quando eu vou ter que te esperar? Quanto mais eu terei que sofrer até encontrar a verdadeira felicidade? Será que algum dia nossas vidas se encontrarão para sempre, ou eu serei obrigada a aprender a viver sem ter você, mesmo sabendo que vou te amar por toda a minha vida? Eu não tenho mais nada a dizer, agora tudo depende de você...

domingo, 3 de agosto de 2008

Saindo de Cena

Venho informar que a partir de hoje vocês não me encontrarão mais no orkut, pois eu excluí o meu perfil nesta tarde. Resolvi sair da cena da internet, já é um desejo de algum tempo, mas que só agora estou conseguindo concretizar. São vários os motivos que me fizeram tomar a decisão, mas o principal deles é acabar de vez com a ansiedade na minha vida. Não quero mais ter a obrigação de fazer um perfil bonitinho, cheio de fotos felizes e sorridentes, mesmo estando em um péssimo estado de espírito, só para que as pessoas achem que eu tenho uma vida maravilhosa e que sou super feliz. Eu não quero mais que as pessoas criem um ideal a meu respeito, quero que as pessoas saibam realmente quem eu sou e que eu tenho uma vida normal, não uma vida perfeita e colorida como muitas pessoas gostam de mostrar na internet.
É chato pela perda do contato com alguns amigos com os quais eu não tenho um convívio diário, embora possamos nos comunicar de outras maneiras, mas é muito divertido saber que muitas pessoas que entravam no meu orkut apenas para especular a respeito da minha vida e se alegrar com possíveis problemas pessoais que pudessem ser vistos lá não terão mais esse divertimento, terão que se ocupar com outras coisas, como, por exemplo, as suas próprias vidas.
Estou em um momento da minha vida em que o silêncio é a minha melhor arma, não quero dizer nada e nem provar nada para ninguém, é um momento muito meu, que eu não gostaria de dividir com todo o mundo através de um site de relacionamentos, é um momento que deve ser dividido apenas com as pessoas especiais da minha vida, aquelas que realmente me amam e querem me ver feliz.
Estou feliz por não ter mais que me preocupar com meu número de fãs, muito menos com quem me adicionou ou me excluiu, com quem me ama ou me odeia. Estou feliz por saber que não cairei mais na tentação de remexer o passado e nem correrei o risco de ter a minha vida exposta a pessoas que me querem mal, que querem me ver pelas costas. Estou feliz por saber que meu perfil não corre mais o risco de ser roubado ou copiado ou modificado sem o meu consentimento. Estou feliz por ter a minha privacidade de volta e por saber que agora respeitarei a privacidade alheia.
O Orkut me causava um sentimento muito grande de desconforto que nem eu mesma sei explicar direito. Eu tinha a indigesta sensação de que tinha na minha lista de "amigos" muita gente que eu mal conhecia e até que nem de mim gostava, que só havia me adicionado para ter um número a mais na sua lista, para parecer querido e popular. No que eu considero o pior período da minha vida, o Orkut estava lá para me enlouquecer ainda mais, me dando a tentadora oportunidade de conhecer a cara e o nome do motivo maior do meu sofrimento e de ficar assistindo de camarote a destruição de sonhos que eu construí por muito tempo da minha vida. Por mais que toda essa fase tenha passado e eu tente obstinadamente esquecer rostos, palavras e histórias, eu simplesmente não consigo. A lembrança de uma imagem vista é muito maior e mais nítida do que a lembrança de algo simplesmente imaginado. O Orkut nos tira o direito de só imaginar e nos dá a inegável chance de ver, de sentir, de deixar doer. Não quero mais sentir isso. Não quero mais ter a sensação de que alguém olha minha página pessoal apenas para saber o que está acontecendo, se eu estou namorando, se eu não estou mais, se eu estou feliz, se eu não estou...
Confesso que estou me libertando hoje de algo que me fazia muito mal, que me dava frio na espinha e que me deixava ansiosa ao extremo. Não é a primeira vez que isso acontece, mas espero que seja a última. Eu não preciso de um perfil no orkut para saber que eu sou importante e tenho amigos. Os amigos verdadeiros estão ao meu lado todos os dias, caminham comigo e estão sempre vivos na minha lembrança. Podem não ser muitos, nem estarem enumerados e com foto, mas sei que são para a vida toda e estarão presentes quando deles eu precisar...
É o fim do vício, é o fim da escravidão, é o dia do meu alívio. Finalmente terei a minha privacidade de volta...

terça-feira, 8 de julho de 2008

É Proibido

(Pablo Neruda)

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,
Não transformar sonhos em realidade.

É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.

É proibido deixar os amigos
Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.

É proibido não ser você mesmo diante das pessoas…

Rifa-se um coração

(Clarice Lispector)

Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.

Rifa-se um coração que na realidade está um
pouco usado, meio calejado, muito machucado
e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste
de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que
Tim Maia estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,
é isso que eu espero...".
Um idealista...
Um verdadeiro sonhador...

Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre vivaa esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional
sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando
relações e emoções verdadeiras.

Rifa-se um coração que insiste
em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo
em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições
arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.

Rifa-se este desequilibrado emocional que abre
sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas,
mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado
por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para
quem quer viver intensamente
contra indicado para os que apenas pretendem
passar pela vida matando o tempo,
defendendo-se das emoções.

Rifa-se um coração tão inocente
que se mostra sem armaduras
e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater
ouvirá o seu usuário dizer
para São Pedro na hora da prestação de contas:
"O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo,
só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal
quando ouvi este louco coração de criança
que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer"

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por
outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate
tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.

Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,
mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda
não foi adotado, provavelmente, por se recusar
a cultivar ares selvagens ou racionais,
por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio,
sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento
até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que,
mesmo estando fora do mercado,
faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra,
constrange o corpo que o domina.

Um velho coração que convence
seu usuário a publicar seus segredos
e a ter a petulância de se aventurar como poeta.

Sonho


Toda mulher sonha com um bom casamento, uma casa, filhos saudáveis e uma família harmoniosa e feliz. E eu me pergunto se é pecado querer isso, se não é de nosso merecimento encontrar o alento de que o coração precisa.
É pecado amar? Por que será que algumas pessoas simplesmente são incapazes de enxergar que são o mundo de outras, que há alguém suspirando de amor por elas que é capaz de dar sua vida se preciso for por um segundo ao seu lado.
Desde quando amar tem que doer? Desde quando o amor tem que ser um martírio? Até quando eu vou te esperar no portão? Até quando eu vou dizer que te amo e você vai fingir que não está ouvindo? Quanto tempo mais eu terei que esperar para te ter por inteiro? Nosso tempo está se esgotando, tudo está passando muito rápido diante dos meus olhos, e eu já não sei mais o que dizer e nem o que pensar a respeito de nós dois.
Você já amou alguém a ponto do seu coração doer? Já amou alguém mais do que a si mesmo? Se você nunca sentiu nada disso, talvez você não conheça ainda o amor, e talvez eu tenha falhado na minha missão de ensiná-lo. Ainda não sei onde eu erro com você, já te dei toda a minha alma e a minha vida, e, por fim, eu te pergunto: o que mais você quer de mim? O que mais eu posso fazer para que seus olhos compreendam que meus olhos só brilham quando focam em você? O que mais eu preciso dizer para que seus ouvidos ouçam as minhas preces de amor? Será que é o momento de desistir? Eu não sei. Aprendi que quando amamos de verdade jamais desistimos. Mas o vento aqui é cada vez mais forte e o dia escurece cada vez mais cedo e eu não sei se eu ainda tenho forças para enfrentar tamanha tempestade.
Eu te amo e sei que ainda amarei por muito tempo, hoje mais do que nunca, mas sei também que nem sempre podemos ter tudo o que queremos, boa parte disso depende de você também. Eu quero, mas eu vejo que talvez você não queira tanto assim, e eu não posso te convencer, porque trata-se da sua vida. Apenas posso te dizer que tudo o que eu reservei e espero para nós dois é a mais pura e verdadeira felicidade que pode existir nesse mundo. A felicidade que só o amor pode conceder.
Eu não vou mais insistir. Deixei a porta aberta, e o caminho você já conhece muito bem. Eu ainda te espero no mesmo lugar de sempre...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Mudanças Repentinas

Algumas coisas em nossa vida mudam de repente
E são tão rápidas que nem há tempo de se pensar direito
Mas tento crer que está tudo escrito no livro destino
Nada nessa vida acontece por acaso
Deus nunca falha nas missões que nos dá
E eu não posso falhar diante Dele
Estou feliz, sim, não posso dizer que não
Seria pecado renegar o que me foi concedido
Eu quero ser feliz, simplesmente
Não me importa onde, quando e nem por que
Eu quero sentir a alegria vindo de dentro do meu coração
Eu quero poder sorrir para a vida sem ter medo do amanhã
Eu quero dar o melhor de mim para a vida
Porque agora eu sei que não estou mais sozinha...

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Violência gratuita

Por mais que não queiramos ver e nem ouvir falar, por mais que achemos que só acontece com as outras pessoas e nunca próximo a nós, infelizmente quando a coisa acontece diante de nossos olhos, somos obrigados a parar e refletir sobre o assunto além de, de fato, admitir que ele existe e que pode nos atingir um dia.
Um caso de violência gratuita aconteceu muito perto de mim, e eu não posso deixar de comentá-lo: dois homens maduros, classe média alta, advogados, pós-graduandos em Direito, se atracam dentro do banheiro da Universidade, e um deles só sai de lá em coma. O que ficou inteiro, obviamente, alega legítima defesa, com a frase-padrão de sempre: “se não fosse ele lá, seria eu”.
Agora eu pergunto: uma pessoa que age em legítima defesa sai de uma briga sem nenhum arranhão? Veja bem: se é legítima defesa, presume-se que o outro atacou primeiro. Se outro atacou primeiro, como o agressor não está machucado e o outro está todo estourado no hospital? O sujeito em questão quebrou apenas a mão, obviamente porque encheu o outro de porrada, e não porque apanhou.
Não vou entrar em detalhes sobre o caso, mas o que se sabe é que os envolvidos já foram amigos de longa data antes de se odiarem tanto, pois fizeram graduação juntos e tinham um escritório de advocacia em sociedade, e é isso que talvez cause tanto arrepio na espinha dos espectadores deste filme de terror: se os caras, já tendo sido amigos, chegaram a um ato tão animalesco como esse, imagine o que podem fazer duas pessoas que não se conhecem?
A violência é uma coisa que sempre choca a todos, independente de onde e com quem aconteça. Eu não sei o que um fez ao outro para que tamanho ódio fosse nutrido e destruísse a amizade dos dois, mas, independente do que tenha sido feito e/ou dito, não justifica resolver as coisas dessa maneira. A violência nunca foi e nem nunca será o caminho para resolver nenhum problema, muito pelo contrário: a violência só gera mais violência.
O pior de tudo é ver como a justiça brasileira é injusta: o cara comete uma agressão gravíssima como essa, sai do local escoltado por policiais, todos nós achamos que ele vai pagar pelo que cometeu e... sim, ele paga, mas a fiança para sair da cadeia! Hoje ele está solto por aí dando entrevistas e dizendo que apenas se defendeu, e eu rezo para que nenhum de nós cause qualquer tipo de revolta nele pela rua, porque senão podemos ser as próximas vítimas.
Muito me entristece ver que o ódio tomou o lugar do amor no mundo de hoje. As pessoas já não toleram mais coisas mínimas, como um pisão no pé sem querer, e querem resolver tudo à base da violência, como se sangue lavasse a honra de alguém, como acreditava-se antigamente.
Percebe-se que, embora tenhamos evoluído muito ao longo dos anos, algumas coisas parecem que estão voltando a ser primitivas, e isso assusta. Nos dias de hoje percebe-se claramente que a violência não tem nada a ver com o grau de instrução das pessoas, pois a cada dia que passa vemos mais e mais assassinos vindos de boas famílias e com boa base educacional.
Há uma pergunta a ser feita, mas eu tenho muito medo da resposta: aonde vamos chegar com tudo isso? Eu tenho muito medo do amanhã...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Palavras de amor eterno


Adoro poder passar cada segundo de um dia ao seu lado, poder rolar no seu edredom com meu pijama de ursinho, poder beijar a sua boca de levinho enquanto você dorme e te ver sorrir enquanto faço carinho nos seus cabelos.
Adoro seu jeito espontâneo de ser, a sua sinceridade desmedida e até mesmo os seus palavrões, acho lindo quando você fica bravo enquanto jogamos vídeo game e eu simplesmente demoro uns 20 anos para conseguir passar de fase. Adoro o seu mau humor e me assusto com o seu jeito brusco de dizer as coisas mais simples possíveis, mas ainda assim eu te quero. Você maltrata, às vezes me esquece, às vezes finge que não sabe, mas eu te quero mesmo assim.
Enfim, eu descobri que é amor verdadeiro o que eu sinto por você e que já não mais importa o que vai acontecer daqui para frente, pois só o amor é capaz de trazer tantos momentos maravilhosos e deixar tantas marcas, lembranças que são minhas e que ninguém pode tirar de mim.
Eu sou muito feliz por te ter aqui comigo, embora eu saiba que não é exatamente do jeito que eu gostaria, embora eu saiba que talvez você não esteja tão envolvido quanto eu, embora eu saiba que amanhã tudo pode terminar com a mesma rapidez e incerteza que recomeçou. Mas eu não me importo. Eu sei que vou chorar e que vai doer, mas, de qualquer maneira, o reencontro valeu à pena. Estar ao seu lado por mais um momento, para que eu possa guardar na lembrança o sabor do seu beijo e a suavidade do seu toque na minha pele.
Eu te quero na minha vida para sempre, se eu pudesse te abraçava de um jeito para nunca mais soltar, mas tudo isso agora só depende de você e tudo o que eu posso fazer por nós dois agora é esperar, pois tudo o que eu podia ter feito, eu já fiz. Aliás, fiz até o que não devia, dei toda a minha alma e a minha vida em função deste sentimento.
Porque eu sei que, de alguma maneira, o tempo parou quando você partiu. Porque eu sei também que não há vida sem a sua vida para completar a minha. Porque eu já senti a dor de te perder, e eu tenho medo, embora eu saiba que tudo é possível e que eu não estou livre de sofrer novamente. Mas, tudo bem. Eu não me importo. Eu vou deixar nas mãos de Deus, porque Ele sabe do meu coração e, com certeza, vai confortar a minha alma se preciso for.
Qualquer gesto de amor vale à pena, pois a vida é curta e a felicidade é uma escolha, não uma condição eterna. Eu posso ser feliz agora, ao seu lado, e deixar que o amanhã se resolva por si só. Eu posso deixar que o silêncio nos conduza e as palavras fiquem soltas ao vento, pois nenhuma palavra é necessária para que você saiba do meu amor, é só olhar nos meus olhos e você verá a sua imagem refletida. Verá que tudo o que eu fiz foi e é sempre por você, para você. E então, finalmente, sentirá a intensidade deste sentimento que nunca morreu dentro do meu coração, nem com a sua distância, nem com os seus erros, nem com todo um passado que deveria ser esquecido.
Eu não consigo te esquecer, eu não consigo viver longe de você, por isso eu te espero. Espero com a inocência de uma criança e com a fé de um religioso, pois todo amor é possível para quem realmente quer amar... e eu te amo.

Ridicularidades do mundo fashion

Existem algumas coisas que eu leio por aí que me dão vontade de vomitar, mas fazer o que, né? Antes poder ler esse tipo de absurdo do que ser cega. rs
Não sou muito fã do mundo fashion, não, mas de vez em quando, algumas dessas notícias saltam aos olhos e não há como fugir delas. A notícia em questão me deixou realmente chocada, pois trata-se de uma modelo tcheca chamada Karolina Kurkova, que veio desfilar no São Paulo Fashion Week por uma marca de biquínis e virou manchete de todos os jornais, revistas e sites por exibir gordurinhas e celulite na passarela. Alguns sites chegaram a chamá-la de gordinha. Na verdade, não foi a notícia em si que me assustou, mas sim, as fotos da modelo. Ela é magra e tem um corpo muito bonito! Claro que não está seca como algumas modelos que se vê por aí, que não tem peito, não tem bunda, não tem porcaria nenhuma e ainda vivem de folha de alface para não engordar, mas até aí dizer que a mulher está gordinha, faça-me o favor, né?
E as pessoas falam de celulite e dobrinhas nas costas como se fossem anomalias! Meu Deus do céu, todas as mulheres normais têm celulite e, por que não arriscar, de vez em quando umas dobrinhas nas costas? Isso é extremamente normal, principalmente por um fato bem simples: elas são seres humanos! Elas se alimentam! Elas também comem um docinho de vez em quando, elas também perdem a linha e engordam! Qual é o mal disso?
Até quando a ridícula ditadura da beleza vai imperar e vai dominar tudo, cegando as pessoas? Aonde essa mulher é gorda, me digam? Aliás, não me refiro apenas a ela. Refiro-me a várias outras pessoas públicas que, por engordar 200 gramas já foram parar em capas de revistas sendo chamadas de gordas e feias. Se essas mulheres são taxadas de gordas, imagine como se sentem as meras mortais que estão longe dos holofotes?
Aí depois que a anorexia vira moda entre as adolescentes e várias delas morrem na busca pelo corpo perfeito, enchem a televisão de especialistas, psicólogos e a puta que o pariu, dizendo para as meninas não caírem nessa neura, que não é legal arriscar a saúde em busca da beleza, etc etc e etc. Agora eu pergunto: de onde surge essa doença? Quem coloca na cabeça das meninas e mulheres que elas precisam ter corpos perfeitos, com zero por cento de gordura? A mídia! Comentários ridículos como este feito a esta modelo tcheca! Essa idéia ridícula de que beleza é tudo e mais um pouco e que se você não tiver um corpo maravilhoso e perfeito, esquece, você está fora do padrão de beleza e não é ninguém!
Agora, sinceramente falando: quem criou essa porra de padrão de beleza esquelética? Algumas modelos mais parecem aqueles esqueletos que ficam em laboratórios de estudo de anatomia do que uma mulher. É isso que é bonito e saudável? Só comer folha de alface e tomar água o dia inteiro, privar-se do prazer de comer, é isso que é saudável?
O mais interessante de tudo, é que tenho certeza absoluta de que as pessoas que tanto criticam a modelo em questão não devem estar com seu corpo sarado e perfeito.
Pelo amor de Deus, mundo! Abra os olhos e coloque os pés no chão! Sejamos menos fúteis e enxerguemos a realidade. É ridículo impor um padrão de beleza e querer que todas as pessoas o sigam. Cada um é cada um, com seu jeito, seu estilo e sua beleza próprios. Espero sinceramente que nem todas as pessoas caiam na armadilha dos estereótipos, senão daqui a pouco as pessoas serão todas iguais, com o mesmo tipo de corpo, rosto e cabelo, igual àqueles desenhos japoneses. Se for para ser assim, é mais fácil fazer todo mundo em laboratório, tirando cópias. Perfeição é demais para mim, que sou uma reles mortal!

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Definições que não estão no dicionário

Recebi este e-mail e o achei sensacional, realmente estas definições são muito mais reais do que as que estão no dicionário. Infelizmente os sentimentos nem sempre conseguem ser expressados da maneira que desejamos...

Ausência
Uma falta que fica ali presente

Fotografia
Um pedaço de papel que guarda um pedaço de vida nele

Gelo
Aquilo que a gente sente na espinha quando o amor diz que vai embora

Indecisão

Quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa

Lágrima
Sumo que sai dos olhos quando se espreme o coração

Lealdade
Qualidade de cachorro que nem todas as pessoas têm

Saudade
Quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer novamente e não consegue

Tristeza
Uma mão gigante apertando o coração da gente

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Se eu te amo mesmo, pra quê mentir?

Eu não sei dizer que eu não te amo
(Edson e Hudson)

Postais e cartas
Fotos feitas tão depressa
Pra se guardar e esquecer

Lembranças e souvenirs
E uma tarde que não tinha fim
Até que desapareceu
Estão dentro de mim mais vivas do que eu

Não sei não pensar em você
Não sei não querer só você
Não sei não ouvir sua voz sempre a me dizer
Do que o amor é capaz
Queria não lembrar ao menos
O que o meu coração conheceu
Que nada aconteceu todos esses anos
Eu não sei dizer que eu não te amo

Estradas e canções
Como o tempo elas vem e vão
Ah se eu pudesse ser assim

Ah! Então... dormir sozinho
Sem seu corpo ao meu lado
Aprender viver sem ter você

Não importa o que eu tentar nada vai mudar

Não sei não pensar em você
Não sei não querer só você
Não sei não ouvir sua voz sempre a me dizer
Do que o amor é capaz
Queria não lembrar ao menos
O que o meu coração conheceu
Que nada aconteceu todos esses anos
Eu não sei dizer que eu não te amo

E lá vem as P1's

Acabou o sossego, e a calmaria que já não era tanta calmaria assim (a calmaria da minha vida é praticamente um tormento...rs trabalho – faculdade – faculdade – trabalho... correria total), agora virou um inferno geral! É assim que eu me sinto quando começam as minhas provas na faculdade, primeiro porque eu odeio estudar (não o estudar de ir para a faculdade, mas o estudar de pegar apostila e caderno e ficar lendo em casa, no ônibus, nas aulas vagas, na hora do almoço etc) e na faculdade, você pode ser a cara mais crânio do planeta, mas não estuda pra ver se você passa de ano. Segundo, porque como a universidade que eu estudo tem um esquema de curso anual e não semestral, eu só tenho 2 provas oficiais (integradas) mais a P3 que fica a critério de cada professor sua forma de ser ministrada, e se eu me ferrar na P1 gostoso, dificilmente conseguirei recuperar a nota na P2, o que significa que vou participar de um super exame, com direito a matéria do ano inteiro e a minha probabilidade de não passar e pegar uma sensacional dependência (mais conhecida como DP – a sigla até que vem a calhar, pois ela te f@#% por todos os lados...huahuahuahua) é superior a 50%. Terceiro, porque a universidade que eu estudo é universidade de verdade, não só no nome, como muitas Unimerdas que se vê por aí, e a qualidade do ensino é alta, o que faz com que a exigência seja ainda maior. E média 7 não é pra qualquer um. E, por fim, estudar e trabalhar ao mesmo tempo já é difícil pra caramba, e em épocas de prova essa dificuldade praticamente dobra. Conciliar trabalho e estudo é uma coisa bastante complicada e hoje eu vejo que não é pra qualquer um esse tipo de vida, por isso, muitas vezes, quando olho para a minha situação me sinto uma vitoriosa, principalmente ao perceber que muitas pessoas não agüentam o tranco e que, em alguns casos, eu me saio até melhor nas notas e trabalhos do que muitos que não tem outra atividade importante na vida além da faculdade. Orgulho eu tenho, e muito, mas que não é fácil...ah, isso não é mesmo! rs
Hoje estou partindo para a 3ª P1. A primeira, de Psicologia, foi uma grande surpresa não somente para mim, mas para toda a minha sala. Com os conceitos na ponta da língua, decorados com muita ralação e estudo, já que a professora não explica p%##@ nenhuma, quase caímos das cadeiras quando recebemos um enorme texto que falava da Ford, que mais parecia texto de OSI (como disse um colega de sala) do que qualquer outra coisa, pois a última coisa sobre a qual aquele texto tratava era os funcionários – principal tema da Psicologia Organizacional. Obviamente, não foi a nossa professora que elaborou a prova e, pelo visto, ela sequer olhou-a antes de nos entregar, pois, com certeza, se ela tivesse analisado aquele material com mais cuidado, se tocaria de que a aula dela não teve metade do conteúdo solicitado naquela prova. Para transformar a caca em uma verdadeira m..., daquelas bem caprichadas, a prova tinha apenas 5 questões, cada uma valendo 2,0 pontos. Em outras palavras, errou mais de 2 questões... se f#$&¨!
Em continuidade às trágicas P1’s, a segunda foi de Matemática Financeira, e esta não teve grandes surpresas. Provinha com consulta, absolutamente todo o seu conteúdo foi explicado em sala de aula... só não posso dizer que fui bem porque eu raramente compareço às aulas de Matemática Financeira, e às poucas que eu fui, meu relacionamento com o professor não foi tão amistoso (vide post Indignação, de 21 de maio de 2008).
Hoje tem mais uma... Sociologia Aplicada, com uma professora que não me suportava de jeito nenhum, mas depois de um trabalho que meu grupo apresentou, ela passou a me respeitar. Espero que não venha mais nenhuma surpresa por aí...
E para quem pensa que o inferno está perto do fim, prepare-se: isso é só o começo. Ainda faltam as P1’s de Administração de Materiais (não sei nada!), Estrutura de Custos e Finanças (piorou!), Teoria da Administração (matéria ministrada pelo meu chefe, tirei 4,5 na última prova dele!), Estatística (não quero nem pensar!), Economia das Empresas (matéria pra caramba para estudar) e, por fim, OSI. Sossego só depois do dia 30...
Desejo boa sorte a todos os pobres coitados que estão no mesmo barco que eu...rsrsrsrs