Objetivo

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Será que estou preparada?

Certa vez, li um artigo que dizia que algumas pessoas não estão preparadas para emagrecer, pois não estão dispostas a mudar hábitos e a fazer o esforço que o emagrecimento requer, e que se a cabeça continuar gorda, o corpo vai voltar a engordar também. O artigo tratava da tal mudança de dentro para fora.
Desde ontem, pouco antes de dormir, tenho me perguntado: será que estou realmente pronta para emagrecer? O desejo de eliminar peso e ter um corpo saudável está presente em mim, tanto é que desde janeiro deste ano, já eliminei quase 10 quilos (na verdade eram 11, mas engordei 1,2 kg. e depois disso emagreci 1,1 kg., totalizando 9,9 kg.), mas o que não anda rolando é a disposição.
Durante o dia, minha alimentação é bem controlada. Não sou muito adepta a frutas, como muitas já notaram aqui (ok, admito, eu tenho preguiça de comê-las...rs), mas tenho me mantido numa média de 1200 calorias por dia. O problema é quando chego da faculdade, geralmente cansada, nervosa e estressada por um longo dia fora de casa, longe do meu filho e levando uma vida apressadíssima... eu não resisto, me acabo na comida! Tenho conseguido manter o peso dessa forma, mas eu não quero manter, eu quero baixar os números da balança!
Dia desses, perguntei aqui no blog "qual é o tamanho do seu desejo?", e, pelo visto, eu mesma não sei qual é o tamanho do meu. Eu quero emagrecer, mas não estou conseguindo vencer a luta contra a comida! Não posso dizer que a balança é minha inimiga, porque ela está simplesmente me mostrando os resultados da minha falta de capacidade em controlar a minha própria boca.
Estou me sentindo extremamente infeliz com o meu comportamento, mas não consigo controlá-lo. Quando dou por mim, já fiz uma refeição caprichada às 23h30, completamente fora do meu planejamento, e destruí todo o esforço de um dia todo.
Eu luto contra o excesso de peso desde criança, mas o máximo que consegui emagrecer até hoje foram 10 quilos. Na época, pesava 70 kg., minha mãe acabava comigo, dizendo que eu estava gorda e feia, entrei para o Vigilantes do Peso, cheguei a 60 kg. em 4 meses, fiquei muito bem, mas em menos de 2 meses, voltei a engordar, não só os 10 perdidos, e cheguei a 77 kg. Namorava o pai do Rhian nessa época, era feliz demais ao lado dele, e nem sequer me dava conta do estado do meu corpo. Apesar da constante insegurança (que existia em mim, inclusive, quando eu emagreci), não me sentia mal com o meu corpo, estava com a alma tranquila e feliz.
Quando ele terminou comigo pela primeira vez, entrei em paranóia. Sempre tive o hábito de culpar meu peso pelos meus fracassos, e daquela vez não foi diferente: coloquei na cabeça que ele me deixou porque eu estava gorda demais. Foi a maneira que eu encontrei de me enganar, de não enxergar que a verdade era que ele estava me trocando por outra mulher, que já não me amava mais. Entrei em depressão e emagreci 4 quilos, mas depois, ainda em depressão, comecei a engordar mais e mais. Eu tinha plena certeza de que nunca mais ia encontrar ninguém, afinal, que homem ia querer andar de mãos dadas com uma baranga gorda na rua? - era isso que eu pensava a meu próprio respeito.
O pai do Rhian nunca disse nada a respeito do meu peso, nunca me incentivou a emagrecer. Éramos companheiros em tudo, inclusive de garfo, e sempre nos divertimos muito, independente do quanto a balança marcava a respeito dos meus quilos a mais. Éramos felizes porque nos amávamos, nos respeitávamos e nos compreendíamos, sem se importar com aparência. Mas o fim desse relacionamento foi a gota d'água para que toda minha autoestima baixa se aflorasse e se apoderasse de mim. Tivemos muitas recaídas dentro desses quase cinco anos que nos conhecemos, e às vezes eu ainda me pego pensando que se, talvez, eu emagrecesse, ele voltasse para mim, até que levo um tapa da minha razão, afirmando que, primeiramente, não é por causa do meu peso que não demos certo, e sim porque ele é confuso e incerto, e também que, se fosse por causa disso, ele não passaria de um canalha, afinal, uma pessoa não pode ser medida apenas por sua aparência, mas por seu caráter e por inúmeras outras qualidades bem mais importantes que usar manequim 38. Então, começo a pensar que talvez eu não seja interessante o suficiente para atrair a atenção de um bom homem, que me ame e me respeite, e vivo nesse looping eterno. A autoestima baixa, no meu caso, já é patológica, pois interfere na minha maneira de se relacionar com as pessoas.
Já observei uma coisa muito esquisita que eu faço, algo que eu simplesmente odeio, mas quando percebi, já fiz: toda vez que começo a conversar com alguém, eu só falo dos meus defeitos. Tanto é verdade que, eu tentei postar um selinho que a Patty indicou, onde perguntava coisas do tipo: 5 qualidades suas, 5 coisas suas que chamam a atenção... e eu simplesmente não consegui responder, porque eu não enxergo as minhas qualidades. Sei que as tenho, mas pelo único motivo de que todas as pessoas do planeta têm, então se até um serial killer tem qualidades, provavelmente eu também tenha rs.
E eu tenho sentido na pele o quanto a falta de autoestima é destrutiva na vida de uma pessoa, porque agindo sem nos amar e nos valorizar, abrimos espaço para que pessoas aproveitadoras façam o mesmo. Quem nunca ouviu a frase: "Sempre tem um otário querendo, pedindo para ser enganado?". Eu acho que ela se aplica perfeitamente às pessoas com autoestima baixa. Atraímos pessoas que sentem essa nossa fraqueza e se usam dela para conseguir o que querem. Manipulam. Tiram de você tudo o que puderem. Sugam sua energia. Muitas pessoas nesse mundo vivem de tirar vantagem de outras, aliás, são muito mais pessoas do que imaginamos. E eu não estou falando somente de vantagens financeiras, não. Eu me refiro a vantagens emocionais, sentimentais, físicas. E depois, elas ainda jogam na sua cara que fizeram tudo isso porque você permitiu. Isso é regra: a forma como nos vemos é, geralmente, a forma como as pessoas também nos vêem. Se você mesmo não se valoriza, por que outro te valorizará? Quanto menor for o seu "preço", melhor será para a pessoa que está "negociando" com você.
Enfim, emagrecer tem muito a ver com o seu estado de espírito, com o seu equilíbrio emocional. O desejo pode estar ali, mas se não estiver aliado à força de vontade e, principalmente, à atitude, você não vai a lugar nenhum. E eu não tenho me sentido com nenhum desses três ingredientes em mãos. Render-se à comida é só uma prova da minha fraqueza frente às minhas emoções. Só mostra o quanto a minha força de vontade está baixa, embora o desejo esteja altíssimo.
Será que eu estou preparada para emagrecer? O que eu faço para não me render à compulsão alimentar? Por que eu continuo me boicotando, não me permitindo chegar ao peso dos meus sonhos?
A nossa mente pode operar milgares se usada a nosso favor, mas se for usada contra também, causa muita dor e destruição. Geralmente, nossos maiores inimigos somos nós mesmos.

2 comentários:

estica disse...

Tu estás preparada e acredita POR FAVOR que vale a pena emagrecer esses kgs. Podes acreditar e fazer m esforço com a nossa ajuda? No final (ou durane) vais-me dar razão. Não desistas por favor! Beijos

Lugreen disse...

Oi linda!

Pois é, a vida e feita de altos e baixos, cabe a nós buscarmos nossa felicidade...querer é poder!
Se não te gostas assim ,porque não mudar, por vc, apenas por vc!
Quanto a fome de leão a noite, e a verdade seja dita, vc não acabou com o dia inteiro, não apenas com uma parte do jantar, sim porque a outra metade estava dentro das calorias que vc poderia comer, que tal ver a situação com olhos de misercordia?
Se já sabe que vai chegar assim ,coma um lanche no final da tarde, leve de casa se for preciso!
Tome agua, muita agua!
Só não desista de vc!
Tamos juntas!
bjuxx
shalom